Em Janeiro mudei da EDP Serviço Universal para a EDP Plano Continente.
Nesse mesmo mês recebi duas faturas: a fatura normal e a fatura de
rescisão de contrato.No entanto, os valores debitados em conta não
correspondiam aos valores faturados.
Pedi explicações por e-mail e recebi uma resposta pouco elucidativa.
Voltei a insistir e telefonaram-me para me tentar responder à
questão. A funcionária que ligou não conseguiu explicar os valores
debitados e ficou de reencaminhar a questão para o departamento de
faturação de forma a que me fosse enviada uma fatura corrigida.
Nada aconteceu. Informei que iria cancelar os débitos diretos se
continuasse sem obter a explicação pretendida.
Nada aconteceu. Cancelei então os débitos.
A partir daí, e uma vez por mês, recebi cartas sobre valor em dívida,
ida para contencioso, cobrança de juros de mora, etc., tendo mesmo
recebido carta de advogado e da Coface.
Decidi remeter o assunto para a ERSE e para o provedor do cliente EDP,
ao mesmo tempo que deixei o processo ao cuidado da minha advogada.
Da parte da ERSE, e durante os vários meses em que decorreu o
processo, o mesmo não passou do estado "aguarda resposta da EDP".
Entretanto a minha advogada, por mais que tentasse, não conseguiu que
fossem explicados os débitos, nem que fosse enviada uma fatura
corrigida.
Finalmente, meses depois, recebo resposta por e-mail do provedor do
cliente EDP, simplesmente fazendo forward de uma carta que a EDP tinha
enviado à ERSE. Ou seja, o percurso da carta foi: EDP -> ERSE ->
provedor cliente EDP -> cliente.
Esta carta, numa página, explicava de forma clara e inequívoca o
porquê das diferenças nos débitos (deixando no entanto em aberto a
causa do lapso, como já é habitual).
Perguntas que ficam no ar:
- Porque não enviou a EDP esta carta para mim quando de início
pedi explicações? Incompetência? Mesquinhez?
- Porque razão nada fez a ERSE?
- Porque razão não enviou a ERSE a carta para mim?
- Porque razão nada fez o provedor exceto reencaminhar uma
carta?
Outras questões:
- Porque razão estivemos/estamos tantos anos presos a uma
empresa privatizada sem concorrência, em que o gestor do
monopólio, ex-ministro, ganha prémios de milhões de euros?
- Soube no decorrer do processo que a ERSE não tem tutela do
Estado. Porque razão estamos a pagar os ordenados das pessoas
que trabalham na ERSE se quando dela precisamos de nada
serve? É uma entidade independente? Então presta serviço a
quem? Não deveria ser a quem a custeia?
- Para quê a figura de provedor da EDP se afinal se trata de um
mero carteiro?
Acabei por mudar novamente de fornecedor, desta vez para a Galp On.
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