sexta-feira, 20 de julho de 2012

EDP...

Em Janeiro mudei da EDP Serviço Universal para a EDP Plano Continente.

Nesse mesmo mês recebi duas faturas: a fatura normal e a fatura de
rescisão de contrato.No entanto, os valores debitados em conta não
correspondiam aos valores faturados.

Pedi explicações por e-mail e recebi uma resposta pouco elucidativa.

Voltei a insistir e telefonaram-me para me tentar responder à
questão. A funcionária que ligou não conseguiu explicar os valores
debitados e ficou de reencaminhar a questão para o departamento de
faturação de forma a que me fosse enviada uma fatura corrigida.

Nada aconteceu. Informei que iria cancelar os débitos diretos se
continuasse sem obter a explicação pretendida.

Nada aconteceu. Cancelei então os débitos.

A partir daí, e uma vez por mês, recebi cartas sobre valor em dívida,
ida para contencioso, cobrança de juros de mora, etc., tendo mesmo
recebido carta de advogado e da Coface.

Decidi remeter o assunto para a ERSE e para o provedor do cliente EDP,
ao mesmo tempo que deixei o processo ao cuidado da minha advogada.

Da parte da ERSE, e durante os vários meses em que decorreu o
processo, o mesmo não passou do estado "aguarda resposta da EDP".

Entretanto a minha advogada, por mais que tentasse, não conseguiu que
fossem explicados os débitos, nem que fosse enviada uma fatura
corrigida.

Finalmente, meses depois, recebo resposta por e-mail do provedor do
cliente EDP, simplesmente fazendo forward de uma carta que a EDP tinha
enviado à ERSE. Ou seja, o percurso da carta foi: EDP -> ERSE ->
provedor cliente EDP -> cliente.

Esta carta, numa página, explicava de forma clara e inequívoca o
porquê das diferenças nos débitos (deixando no entanto em aberto a
causa do lapso, como já é habitual).

Perguntas que ficam no ar:

  - Porque não enviou a EDP esta carta para mim quando de início
    pedi explicações? Incompetência? Mesquinhez?

  - Porque razão nada fez a ERSE?

  - Porque razão não enviou a ERSE a carta para mim?

  - Porque razão nada fez o provedor exceto reencaminhar uma
    carta?

Outras questões:

  - Porque razão estivemos/estamos tantos anos presos a uma
    empresa privatizada sem concorrência, em que o gestor do
    monopólio, ex-ministro, ganha prémios de milhões de euros?

  - Soube no decorrer do processo que a ERSE não tem tutela do
    Estado. Porque razão estamos a pagar os ordenados das pessoas
    que trabalham na ERSE se quando dela precisamos de nada
    serve? É uma entidade independente? Então presta serviço a
    quem? Não deveria ser a quem a custeia?

  - Para quê a figura de provedor da EDP se afinal se trata de um
    mero carteiro?

Acabei por mudar novamente de fornecedor, desta vez para a Galp On.

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