quarta-feira, 30 de março de 2011

Rede hierárquica eficiente de transportes públicos

Para: provedor.cliente@carris.pt

Exmos. Srs.,

Gostaria de colocar à consideração de V. Exas. uma proposta que
submeti no contexto do Orçamento Participativo da CML 2010, mas que
não foi considerado por se tratar de algo fora do âmbito de actuação
da CML.

A proposta é a seguinte:

Rede hierárquica eficiente de transportes públicos

Criar uma rede hierárquica de transportes públicos:

- carreiras rápidas para percorrer a cidade com muito poucas paragens;
- carreiras locais para levar os passageiros ao seu destino específico.

A rede de carreiras rápidas deve constar de veículos longos e circular
sobre faixas próprias (BUS ou carril). A rede de carreiras locais deve
constar de veículos menores (de minibus a automóvel ligeiro). Os
veículos da rede rápida devem estar equipados com dispositivos
electrónicos de matrícula de forma a permitir que os semáforos fiquem
automaticamente verdes quando se aproximam dos cruzamentos.

Gostaria de saber se este tipo de rede hierárquica já foi ponderado e
qual a opinião da Carris sobre o mesmo.

Grato pela atenção dispensada, subscrevo-me com os melhores cumprimentos,
--
João M. S. Silva

§

De: provedor.cliente@carris.pt

Exmo. Senhor
João M. S. Silva

Recepcionamos e agradecemos o e-mail que nos dirigiu, que mereceu a melhor atenção.

Agradecemos a sua sugestão de hierarquização da rede e informamos que a mesma já é praticada, há vários anos.

O planeamento e optimização da rede e serviços da Carris são feitos tendo em conta a rede global de transportes em Lisboa, dentro de uma lógica de reforço da complementaridade modal e de funcionamento em rede que evitem a ineficiência global do sistema. A nova "Rede 7", com 3 fases de implementação até à data (2006, 2007 e 2010), é um exemplo da articulação entre a Carris e outros operadores de transporte e entre carreiras da própria rede, precisamente numa visão de carreiras de serviço local e de carreiras transversais à cidade.

Presentemente a Carris oferece aos seus clientes 78 carreiras diurnas de autocarros (4 das quais com características de serviço expresso, sendo a 780 que liga Benfica ao Saldanha a mais recente), 5 carreiras de eléctricos e 4 serviços de ascensores/ elevador. A alocação de veículos a estas carreiras varia consoante os níveis de procura e restrições ao nível das vias que compõem os trajectos, variando desde a utilização de autocarros articulados até autocarros Mini. Para conhecer mais sobre a nossa frota de veículos pode consultar o nosso site:

http://www.carris.pt/pt/a-frota/


Relativamente às faixas BUS e vias dedicadas, a criação das mesmas é da responsabilidade da Câmara Municipal de Lisboa, no âmbito da gestão da rede viária da cidade. Actualmente a nossa rede tem cerca de 11% de corredores BUS e sítio próprio reservado, continuando o estudo do prolongamento dos mesmos, quando possível, a outras vias por parte da Carris e da Câmara Municipal. No que diz respeito à cedência de prioridade do transporte público em cruzamentos semaforizados, existem já vários locais com semáforos diferenciados para transportes públicos e restante veículos. Ainda assim, estão também a ser estudadas novas formas de cedência de prioridade de passagem dos veículos de transporte público em cruzamentos com fluxos assinaláveis.

A Carris está permanentemente a procurar novas e melhores formas de servir os seus clientes, não só através da melhoria dos serviços existentes, como através da criação de serviços inovadores, tal como as carreiras Bike BUS. Convidamo-lo a conhecer melhor todas as nossas iniciativas e a nossa rede, quer através do nosso website, quer por utilização dos nossos serviços.

Sempre ao vosso dispor, apresentamos os melhores cumprimentos.

Pl' O Provedor do Cliente

Agostinho Antunes
Gab. Provedor do Cliente

terça-feira, 1 de março de 2011

Empresas sem fins lucrativos

Penso que faria sentido que nenhuma empresa tivesse fins lucrativos.

Há quem diga que isso aniquilaria o empreendedorismo, mas será que o empreendedorismo está inevitavelmente ligado à ganância? O contributo social, a criação do próprio emprego, a criação de emprego, o desafio do fazer em si, etc., não constituem factores de motivação suficientes para gerar "bom" empreendedorismo?

É que do "mau" empreendedorismo estamos nós servidos:
- produção em excesso
- manipulação do consumidor
- poluição
- ostentação
- exploração das camadas inferiores da hierarquia empresarial
- especulação financeira
- etc...